terça-feira, 16 de dezembro de 2014

64) Um Dos Muitos Motivos Da Vinda De Jesus - Meu Reino Não É Deste Mundo (Importante!)




Um Dos Muitos Motivos Da Vinda De Jesus - (Importante!)
  • 1. Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença, perguntou-lhe: És o rei dos judeus? 
     - Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é aqui.
     Disse-lhe então Pilatos: 
     - És, pois, rei? - Jesus lhe respondeu: 
     - Tu o dizes; sou rei; não nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que pertence a verdade escuta a minha voz. (S. JOÃO, cap. XVIII, vv. 33, 36 e 37.)

A vida futura
  •  2. Por essas palavras, Jesus claramente se refere à vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter, e, como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra.
      Todas as Suas máximas se reportam a esse grande principio. 
     Com efeito, sem a vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não crêem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.

     Esse dogma pode, portanto, ser tido como o eixo do ensino do Cristo, pelo que foi colocado num dos primeiros lugares à frente desta obra. 
     É que ele tem de ser o ponto de mira de todos os homens; só ele justifica as anomalias da vida terrena e se mostra de acordo com a justiça de Deus.

  • 3. Apenas idéias muito imprecisas tinham os judeus acerca da vida futura.

     Acreditavam nos anjos, considerando-os seres privilegiados da Criação; não sabiam, porém, que os homens podem um dia tomar-se anjos e partilhar da felicidade destes. Segundo eles, a observância das leis de Deus era recompensada com os bens terrenos, com a supremacia da nação a que pertenciam, com vitórias sobre os seus inimigos. 
     
     As calamidades públicas e as derrotas eram o castigo da desobediência àquelas leis. 
     Moisés não pudera dizer mais do que isso a um povo pastor e ignorante, que precisava ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste mundo. Mais tarde, Jesus lhe revelou que há outro mundo, onde a justiça de Deus segue o seu curso. 
     É esse o mundo que ele promete aos que cumprem os mandamentos de Deus e onde os bons acharão sua recompensa. 
     Aí o seu reino; lá é que ele se encontra na sua glória e para onde voltaria quando deixasse a Terra.
     
     Jesus, porém, conformando seu ensino com o estado dos homens de sua época, não julgou conveniente dar-lhes luz completa, percebendo que eles ficariam deslumbrados, visto  que não a compreenderiam. 
     Limitou-se a, de certo modo, apresentar a vida futura apenas como um principio, como uma lei da Natureza a cuja ação ninguém pode fugir. 
     Todo cristão, pois, necessariamente crê na vida futura; mas, a idéia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e, por isso mesmo, falsa em diversos pontos. 
     Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais do que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.

Meu Reino Não É Deste Mundo

     O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para apreender a verdade. 
     Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material, que os latos demonstram, porquanto são testemunhas oculares os que a descrevem nas suas fases todas e em todas as suas peripécias, e de tal sorte que, além de impossibilitarem qualquer dúvida a esse propósito, facultam à mais vulgar inteligência a possibilidade de imaginá-la sob seu verdadeiro aspecto, como toda gente imagina um país cuja pormenorizada descrição leia. 
     Ora, a descrição da vida futura é tão circunstanciadamente feita, são tão racionais as condições, ditosas ou infortunadas, da existência dos que lá se encontram, quais eles próprios pintam, que cada um, aqui, a seu mau grado, reconhece e declara a si mesmo que não pode ser de outra forma, porquanto, assim sendo, patente fica a verdadeira justiça de Deus.

A realeza de Jesus

  • 4. Que não é deste mundo, o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do poder temporal. 
     Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que, pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade. 
     E nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância bem maior do que a que cinge a coroa real? 
     Imperecível é a primeira, enquanto esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra. 

     Esta, a terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder, governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso rei do que os potentados da Terra? 

  •      Razão, pois, lhe assistia para dizer a Pilatos, conforme disse: 
  •      - "Sou rei, mas o meu reino não é deste mundo."





segunda-feira, 27 de outubro de 2014

63) Amar,... não sofrer... (ótima mensagem!)


Amar,... não sofrer...

         - “Perguntais se é permitido abrandar as vossas próprias provas: essa questão leva a esta: é permitido àquele que se afoga procurar se salvar? Àquele que tem um espinho cravado, de o retirar?...”
     - “... contentai-vos com as provas que Deus nos envia, e não aumenteis sua carga, às vezes tão pesada...”
(Capítulo 5, item 26.( do Evangelho Segundo o Espiritismo.)

     Sofremos porque ainda não aprendemos a amar; afinal, a lei divina nos incentiva ao amor, como sendo a única forma capaz de promover o nosso crescimento espiritual.
     Os métodos reais da evolução só acontecem em nós quando entramos no fluxo educativo do amor. 
     Sofrer por sofrer não tem significado algum, pois a dor tem como função resgatar as almas para as faixas nobres da vida, por onde transitam os que amam em plenitude.

     Temos acumulado inúmeras experiências nas névoas dos séculos, em estâncias onde nossas almas estagiaram, e aprendido invariavelmente que só repararíamos nossos desacertos e equívocos perante a vida através do binômio ―dor-castigo.
     Nas tradições da mitologia pagã, aprendemos com os deuses toda uma postura marcada pela dor. 
     A princípio, os duelos de Osíris, Sete Hórus, do Antigo Egito. Mais além, assimilamos ―formas-pensamentos das desavenças e vinganças entre Netuno e Júpiter no Olimpo, a morada dos deuses da Grécia.
    
      Por outro lado, não foi somente entre as religiões idólatras que incorporamos essas formas de convicção, mas também nos conceitos do Velho Testamento, onde  exercitamos toda uma forma de pensar, na exaltação da dor como um dos processos divinos para punir todos aqueles que se encontravam em falta.
     A palavra ―talião significa ―tal, do latim ―talis, definida como a ―Lei de Talião, ou seja, ―Olho por olho, dente por dente.(18)

   Significa que as criaturas deveriam ter como castigo a dor, ―tal qual fizeram os outros sentir. Constatamos, assim, a idéia de que se tinha do poder divino era caracterizada por atributos profundamente punitivos.
18 Êxodo 21:24. 19 Jó 21:17. 20 Gênesis 3:16. 21 Mateus 5:38 e 39.

     Já afirmava: ― e Deus na sua ira lhes repartirá as dores;(19) o Gênesis, em se referindo aos castigos da mulher: ―multiplicarei os teus trabalhos e em meio da dor darás à luz a filhos.(20) 
     São algumas dentre muitas assertivas que nos levaram a formar crenças profundas de que somente o sofrimento era capaz de sublimar as almas, ou reparar negligências, abusos e crimes.
     No ―Sermão do Monte, Jesus Cristo se refere à Lei de Talião revogando-a completamente: ―Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra.(21)
     
      Longa foi a estiagem dos métodos conetivos pela dor, contudo o Mestre instalou na Terra o processo da educação pelo amor. Apesar de Jesus ter invalidado a lei do ―tal crime, tal castigo‖, ela ainda prevalece para todos os seres humanos que não encontraram no amor uma forma de ―viver‖ e pensar.          Realmente, durante muito tempo, a dor terá função dentro dos imperativos da vida, estimulando as pessoas às mudanças e às renovações, por não aceitarem que o amor muda e renova e, portanto, utiliza-se dos ―cilícios mentais‖, como meios de suplícios e tormentos, para se autopunirem, pondo assim em prática toda sua ideologia de ―exaltação à falta-punição‖.

     Crenças não são simplesmente credos, máximas ou estímulos religiosos, mas também princípios orientadores de fé e de idéias, que nos proporcionam direção na vida. São verdadeiras forças que poderão limitar ou ampliar a criação do bem em nossa existência.
     Mudar para o amor como método de crescimento, reformulando idéias e reestruturando os valores antigos é sairmos da posição de vítimas, mártires ou pobres coitados, facilitando a sintonização com as correntes sutis e amoráveis dos espíritos nobres que subiram na escala do Universo, amando.

     Podemos, sim, ―sutilizar‖ nossas energias cármicas, amando, ou ―desgastá-las‖ penosamente, se continuarmos a reafirmar nossas crenças punitivas do passado.
     Reforçar o ―espinho cravado ou não retirá-lo é opção nossa. 
     Lembremo-nos, porém, de que idéias arraigadas e adotadas seriamente por nós tendem a motivar-lhes a própria concretização.

do livro 'Renovando-Atitudes" - Hamed (espírito)- psicogafia de Francisco Do Espirito Santo Neto

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

62) Bibliossíntese - BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO (Excelente!!!)




Bibliossíntese - BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO (Excelente!!!)
enviado para o YouTube por-Portal Luz Espírita 

    Bibliossíntese é um projeto do Portal Luz Espírita (www.luzespirita.org.br) cujo objetivo primordial é fazer uma rápida amostragem do conteúdo do específico livro, sem a pretensão de substituir a leitura da referida obra.

     Nesta edição, bebemos da fonte do Espírito Humberto de Campos, que, pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier, nos relata a história da nação brasileira sob a ótica espiritual, apontando o Brasil como o "Coração do Mundo" e a "Pátria do Evangelho", o novo farol dos ensinamentos do Cristo para a regeneração da Humanidade. Imperdível!!!!

domingo, 21 de setembro de 2014

61) Só Observando ! (LINDA HISTÓRIA!)


Só Observando !
     O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.
     a porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.


     O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora.
nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia.
cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.

     A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
o velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.
     Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos  porque a fábrica era longe dali, e disse a oração que fazia:
     

     - 'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o senhor me livrou dos meus pecados.          - Não sei bem como devo orar, mas eu penso em Você todos os dias.
assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'

     O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.
     - 'É hora de ir' - disse Jim sorrindo.
     Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.
     O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
     Teve então, um lindo encontro com jesus. enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...

     - 'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o senhor me livrou dos meus pecados. não  sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias... assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'


     Certo dia, o pastor notou que jim não havia aparecido.
     Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.
     Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. sua alegria era contagiante.

     A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... nada!

     Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:
     - Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. ele não deve ter ninguém com quem contar!!

     Parecendo surpreso, o velho virou-se  para o pastor e disse com um largo sorriso:
     - A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia Ele vem! um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:

     - 'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz Eu Sou desde que nos tornamos amigos. gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. agora sou Eu quem o está observando... e cuidando! '


     - Jesus disse: 'se vós tendes vergonha de Mim, também me envergonharei de vós diante do Meu Pai.'
     - Jesus é sempre o melhor amigo.


     Sorria, você está sendo observado (a)!
     Tenha  um  lindo  dia!

     Leia somente se você tiver tempo pra Deus.

     A falta de tempo para Deus é exatamente  o que tem causado uma porção de problemas no mundo  em que vivemos.

     Nos resumimos em encontrar Deus somente nas igrejas  aos domingos de manhã

     Talvez nos domingos à noite..

     Nos ocupando com nossas obrigações durante a semana toda.

     Lembramos d' Ele somente quando estamos doentes...

     ...e claro, em velórios , quando perdemos  entes queridos.

     Porém, não temos tempo pra Ele durante o trabalho, lazer etc..

     Não importa em que lugar do mundo, simplesmente , achamos que podemos nos virar sozinhos...

     ...que Deus nos perdoe por esses  pensamentos!

     Não existe tempo ou lugar em que Ele não possa estar conosco.

     Deveríamos sempre parar e pensar em tudo que Ele fez e tem feito por nós.


     Não é engraçado como as pessoas recusam à Deus e depois se perguntam porque o mundo parece o inferno?

    Não é engraçado como você envia milhares de piadas  e elas se espalham como um incêndio numa floresta, mas quando você ou alguém começa ler um e mail e percebe que é sobre Deus pensa mil vezes antes de dividi-lo com os amigos da sua lista ?


Que todos aqueles que recebam essa mensagem envie para todos seus amigos e que eles sejam infinitamente abençoados por Deus. amém!



Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

60) Lições Do Cotidiano (ótima história!)


Lições Do Cotidiano (ótima história!)
   
      Michel trabalhava em um hotel fazenda como instrutor de pesca. Seguro de si, por vezes ria intimamente dos erros cometidos pelos pescadores iniciantes. Eles pareciam tão tolos. Pescadores de final de semana.
       Com certeza, o tipo mais extravagante que ele já conhecera era aquele que estava à sua frente. Parecia um modelo de catálogo de roupas esportivas.
       O colete de pescaria era novo. Estava tão duro que parecia engomado.      
       Todo o equipamento de pesca reluzia. Era especialmente novo. O feltro das botas era branco como neve. A vara de pescar nunca tinha sido usada e a carretilha estava montada na posição contrária.
    
     "Rico e exigente",  pensou o instrutor.
    No entanto, quando estendeu a mão recebeu um aperto forte e sincero.
    A mulher do principiante tirou uma foto como lembrança e depois os deixou a sós.
    O instrutor acertou a posição da carretilha. O aprendiz deu de ombros e riu de si mesmo. A lição de arremesso da linha foi ali mesmo no gramado. Depois foram para o rio.
    Quando o principiante apanhou o primeiro peixe, soltou gritos de alegria. Na sequência, a cada peixe que pescava, fazia novos comentários.
   - Não é lindo? Fantástico? Maravilhoso? Enfim, todos os peixes, não importando o tamanho, eram louvados como pedras preciosas.

   Quando, ao final da tarde, a pescaria acabou, ele se voltou sorridente e agradecido para o instrutor e confessou:
    - Quero lhe dizer uma coisa. Este foi um dos melhores dias da minha vida. Não era para eu estar aqui agora. Estive muito doente e os médicos acreditaram que eu não sobreviveria.
    - Mas eu acreditei que sobreviveria. Melhorei muito e minha mulher me deu de presente todo este equipamento porque sempre desejei pescar com isca artificial. Esta viagem é uma espécie de comemoração para nossa família.
    
     O instrutor ficou sem fala. Ele pensara tantas coisas a respeito daquele homem, que parecia quase um tolo, a gritar de alegria por cada peixe retirado da água.
       E, contudo, ele estava comemorando a vida. A sua saúde. A possibilidade de ficar com os seus, na Terra, por mais um período.
       Quando o instrutor o deixou na cabana, onde a esposa e os filhos o esperavam, pôde perceber que a nuvem escura que pairava sobre eles havia passado. Que eles podiam se divertir com algo tão simples como férias em família.
       Enquanto retornava para seu próprio lar, o instrutor pensou que, no dia seguinte, partiria ao encontro de um novo pescador.
  
       Mas, com certeza, nunca mais permitiria que roupas engomadas e caras ou uma carretilha ao contrário o levassem a acreditar que o aprendiz não teria alguma coisa para lhe ensinar.
*   *   *
    A vida é uma escola inesgotável. A natureza é mestra. São mestres todos os seres. Alguns nos ensinam a paciência, outros a gratidão.
    Alguns são mestres em renúncia e sabem conjugar o verbo ajudar de uma forma muito especial.
    Aqueles que são espontâneos, que sabem sorrir com facilidade, que explodem em adjetivos pelo sol que nasce, a chuva que cai, a grama que cresce nos ensinam que o espetáculo da Vida é inigualável.
    Que ela é feita de pequenas coisas que são extremamente importantes. Basta que saibamos olhar, descobrir, desfrutar.
   

(Redação do Momento Espírita, com base no artigo Um dia de pescaria, de Seleções Reader´s Digest, de agosto de 2000)
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3346&let=&stat=0

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

domingo, 10 de agosto de 2014

58) PETIÇÃO E RESPOSTA (ótima mensagem!!!)


PETIÇÃO  E  RESPOSTA
     Entre o pedido terrestre e o Suprimento Divino, é imperioso funcione a alavanca da vontade humana, com decisão e firmeza, para que se efetive o auxílio solicitado.
       Buscando as concessões do Céu, desistamos de lhes opor a barreira dos nossos caprichos próprios.

       Suplicamos no mundo: Senhor, dá-nos a paz.
       Se persistimos, no entanto, a remoer conflito e ressentimento, cozinhando mágoas e esquentando desarmonia, decerto que a tranquilidade só encontrará caminho para morar conosco, quando tivermos esquecido as farpas da dissensão.

       Imploramos: Senhor, dá-nos saúde.
       Se continuamos, porém, acalentando sintomas e solenizando quadros mentais enfermiços, é indiscutível que o remédio só terá eficácia, em nosso auxílio, quando estivermos decididos a liquidar com as ideias de lamentação e doença.

       Pedimos: Senhor, dá-nos prosperidade.
       Mas se teimamos em dilapidar o tempo, reclamando contra o destino e hospedando chorosas rebeldias, é forçoso reconhecer que só adquiriremos progresso e reconforto, quando largarmos queixa e azedume, concentrando esforço em melhoria e trabalho.

       Rogamos: Senhor, dá-nos compreensão.
       Se prosseguirmos, entretanto, censurando e criticando os outros, a descortinar faltas alheias, sem cogitar das próprias deficiências, é óbvio que só atingiremos a luz e a segurança do entendimento, quando nos voltarmos sinceramente para dentro de nós mesmos, verificando que somos tão humanos e tão falíveis quanto aqueles irmãos dos quais nos julgávamos muito acima.

       Confiemos em Deus e supliquemos o amparo de Deus, mas, se quisermos receber a Bênção Divina, procuremos esvaziar o coração de tudo aquilo que discorde das nossas petições, a fim de oferecer à Bênção Divina clima de aceitação, base e lugar.

(De “RUMO CERTO”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

domingo, 27 de julho de 2014

57) Façamos Nossa Luz (excelente mensagem!)




Façamos Nossa Luz (excelente mensagem!)

     “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens.” — Jesus.
                                               (MATEUS, capítulo 5, versículo 16.)

     Ante a glória dos mundos evolvidos, das esferas sublimes que povoam 
Universo, o estreito campo em que nos agitamos, na Crosta Planetária, é limitado círculo de ação.
     Se o problema, no entanto, fosse apenas o de espaço, nada teríamos a
lamentar.
     A casa pequena e humilde, iluminada de Sol e alegria, é paraíso de
felicidade.
     A angústia de nosso plano procede da sombra.
     A escuridão invade os caminhos em todas as direções. 
     Trevas que nascem da ignorância, da maldade, da insensatez, envolvendo povos, instituições e pessoas. Nevoeiros que assaltam consciências, raciocínios e sentimentos.

     Em meio da grande noite, é necessário acendamos nossa luz. 
     Sem isso é impossível encontrar o caminho da libertação. Sem a irradiação brilhante de nosso próprio ser, não poderemos ser vistos com facilidade pelos Mensageiros Divinos, que ajudam em nome do Altíssimo, e nem auxiliaremos efetivamente a quem quer que seja.
     É indispensável organizar o santuário interior e iluminá-lo, a fim de 
que as trevas não nos dominem.
     É possível marchar, valendo-nos de luzes alheias. Todavia, sem claridade
que nos seja própria, padeceremos constante ameaça de queda. 
     Os proprietários das lâmpadas acesas podem afastar-se de nós, convocados pelos montes de elevação que ainda não merecemos.

     Vale-te, pois, dos luzeiros do caminho, aplica o pavio da boa-vontade 
ao óleo do serviço e da humildade e acende o teu archote para a jornada.
     Agradece ao que te ilumina por uma hora, por alguns dias ou por muitos anos, mas não olvides tua candeia, se não desejas resvalar nos precipícios
da estrada longa!...
     O problema fundamental da redenção, meu amigo, não se resume a
palavras faladas ou escritas. 
     É muito fácil pronunciar belos discursos e prestar excelentes informações, guardando, embora, a cegueira nos próprios olhos.
     Nossa necessidade básica é de luz própria, de esclarecimento íntimo, de
auto-educação, de conversão substancial do “eu” ao Reino de Deus.

     Podes falar maravilhosamente acerca da vida, argumentar com brilho sobre a fé, ensinar os valores da crença, comer o pão da consolação, exaltar a paz, recolher as flores do bem, aproveitar os frutos da generosidade alheia,
conquistar a coroa efêmera do louvor fácil, amontoar títulos diversos que te
exornem a personalidade em trânsito pelos vales do mundo...
     Tudo isso, em verdade, pode fazer o espírito que se demora,
indefinidamente, em certos ângulos da estrada.
     Todavia, avançar sem luz é impossível.

do livro Caminho, Verdade e Vida - cap 180
Francisco Cândido Xavier
Ditado Pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 22 de julho de 2014

56) A Mágoa (excelente mensagem!)


A  Mágoa 
(excelente mensagem!)

     À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a mágoa desgasta, a pouco e pouco, as peças delicadas das engrenagens orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados da organização psíquica.

     A mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são imprevisíveis.
     Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento dos socorros do otimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos fatores que o maceram.
     Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil.

     Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que intentam contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias negativas, que exteriorizam mau humor e azedume.
     Quem acumula mágoas, coleciona lixo mental.

     Reage às tentativas de alojamento da mágoa nos teus sentimentos.
     Não estás, no mundo, por acaso, antes, com finalidades adredemente estabelecidas que deves atender.
     Acompanha a marcha do Sol, e enriquece-te de luz, não mergulhando na sombra dos ressentimentos destrutivos.
     
     Sorri ante o infortúnio, agradecendo a oportunidade de superá-lo através dos valores éticos e educativos que já possuis, poupando-te à consumpção de que é portadora a mágoa.

Pelo Espírito: JOANNA DE ÂNGELIS
Psicografia: Divaldo Pereira Franco.
Livro: Episódios Diários

quarta-feira, 2 de julho de 2014

55) Isso Também Vai Passar! (linda mensagem!!!)


Isso Também Vai Passar! (linda mensagem!!!)

     Chico Xavier costumava ter em cima de sua cama uma placa com os dizeres:
     - Isso também vai passar!
     Perguntaram a ele o motivo… Ele disse que era para que quando estivesse passando por momentos ruins, para se lembrar de que eles iriam embora, que iriam passar, e que ele estava vivendo aquilo por algum motivo. 
     Mas a placa também era para lembrá-lo de que quando estivesse muito feliz, não deveria deixar tudo para trás, e se deixar levar, porque esses momentos de euforia também iriam passar, e momentos difíceis viriam novamente.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

53) O Ferreiro Intransigente (ótima história)

O Ferreiro Intransigente
     Comentávamos o problema da compaixão, quando se abeirou de nós antigo orientador e narrou, bem humorado:
¯   - Conheci um caso interessante na Idade Média. 
     - Em que pequenina aldeia do Velho Mundo que os séculos já transformaram, jovem ferreiro apaixonou-se pelo rigor da justiça.
     Integrando certa facção política, considerava todas as pessoas que lhe não esposassem os pontos de vista por inimigos a combater.
     Atrabiliário e sectarista, imaginava os mais difíceis processos de perseguição aos adversários. A tolerância representava para ele grave delito.       
     Se alguém não rezasse por sua cartilha, ficava assinalado a ponto escuro.      Disposto a contendas, embora a posição humilde que desfrutava, sabia complicar a situação dos desafetos, urdindo intrigas e ciladas contra eles.
     Assim é que, certa feita, procurou o juiz que regia a comuna com benevolência e equidade e propôs-lhe a reconstrução do cárcere. A enxovia desmoronava-se.
     Qualquer malfeitor provocava facilmente a evasão. As grades frágeis cediam ao assalto de qualquer um. Impossível o trabalho da detenção. Era necessário sustar o insulto à polícia.

     Oferecia-se, desse modo, para sanar o problema. Daria novo aspecto ao cubículo. Prisão que fosse prisão.
     O magistrado, velho experiente e bondoso, observou:
¯      - Meu filho, a justiça deve ser exercida com amor, para que se não converta em crueldade, porque lá vem um dia em que precisamos ser justiçados por nossa vez.
     O moço,porém, insistiu. A cadeia menosprezada não merecia respeito.
     Tanto reclamou que atingiu o objetivo a que se proponha.

     Recebendo a concessão para reformar o cárcere,esmerou-se quanto pôde. Deu nova feição às grades. Criou um sistema de cadeados, pelo qual era impossível a escapatória. E no centro do acanhado recinto levantou pesada coluna de ferro, com algemas laboriosamente trabalhadas, impedindo a movimentação de quem fosse jungido a semelhante pelourinho.
     A idéia foi bem sucedida. O serviço revelou-se tão eficiente que o jovem artífice foi procurado por autoridades de outros recantos e larga prosperidade abriu-lhe as portas. A novidade ofereceu-lhe fama e fortuna.

     Durante vinte anos, coadjuvado por operários diversos, o nosso ambicioso amigo fabricou prisões para numerosas cidades do seu tempo. Senhor de vasto patrimônio material, transferiu residência do vilarejo provinciano para grande metrópole e, certa noite supondo defender-se, cometeu leve falta que inimigos gratuitos se incumbiram de solenizar.
     O antigo ferreiro foi preso, de imediato. Internado, mentalizou a ajuda de companheiros que o auxiliassem na fuga, mas, assombrado, reconheceu, pela marca dos ferros, que fora trancafiado num cárcere de sua própria fabricação, sofrendo rigorosa pena que, começando por acabrunhá-lo, acabou por infligir-lhe a morte.

     Terminada a história rápida, fixou-nos de maneira expressiva e rematou:
¯   - Somente a compaixão pode salvar-nos, soerguendo-nos do abismo de nossas próprias faltas. Qualquer punição extremada que receitarmos para os outros será como a prisão do ferreiro intransigente. Os laços que armarmos contra o próximo serão inevitável flagelo para nós mesmos.
     Logo após, sem dar-nos tempo para qualquer indagação, sorriu com serenidade e seguiu adiante.

Do livro - Contos Desta e Doutra Vida (psicografia Chico Xavier - espírito Humberto de Campos)

sexta-feira, 16 de maio de 2014

52) PROPRIEDADE (excelente mensagem)



PROPRIEDADE (excelente mensagem)


“E o mancebo, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía
muitas propriedades.” — (MATEUS capítulo 19, versículo 22.)

     O instinto de propriedade tem provocado grandes revoluções,
ensangüentando os povos. Nas mais diversas regiões do planeta respiram
homens inquietos pela posse material, ciosos de suas expressões temporárias
e dispostos a morrer em sua defesa.

     Isso demonstra que o homem ainda não aprendeu a possuir.
     Com esta argumentação, não desejamos induzir a criatura a esquecer a
formiga previdente, adotando por modelo a cigarra descuidosa. Apenas
convidamos, a quem nos lê, a examinar a precariedade das posses efêmeras.
Cada conquista terrestre deveria ser aproveitada pela alma, como força de
elevação.

     O homem ganhará impulso santificante, compreendendo que só possui
verdadeiramente aquilo que se encontra dentro dele, no conteúdo espiritual de sua vida. 
     Tudo o que se relaciona com o exterior — como sejam: criaturas,
paisagens e bens transitórios — pertence a Deus, que lhos concederá de
acordo com os seus méritos.

     Essa-realidade sentida e vivida constitui brilhante luz no caminho,
ensinando ao discípulo a sublime lei do uso, para que a propriedade não
represente fonte de inquietações e tristeza, como aconteceu ao jovem dos
ensinamentos de Jesus.

do livro Caminho, Verdade e Vida Emmanuel (psicografia Francisco Cândido Xavier)

sábado, 10 de maio de 2014

51) Livro Nosso Lar






Livro Nosso Lar



50) Jesus E Simão (ótima história)


Jesus E Simão (ótima história)

     Retirava-se Jesus do lar de Jeroboão, filho de Acaz, em Corazim, para atender a um pedido de socorro em casa próxima, quando quatro velhos publicanos apareceram, de chofre, buscando-lhe o verbo reconfortante.
     Haviam recebido as notícias do Evangelho do Reino, tinham fome de esclarecimento e tranqüilidade, suplicavam palavras que os auxiliassem na aquisição de paz e esperança.
     O Mestre contemplou-lhes a veste distinta e os rostos vincados de funda inquietação, e compadeceu-se.
     Instado, porém, por mensageiros que lhe requisitavam a presença à Excelso Benfeitor chamou Simão Pedro e pediu-lhe, ante os consulentes amigos:
     
     - Pedro, nossos irmãos chegam à procura de renovação e de afeto... Rogo sejas, junto deles, o portador do Bem Eterno!... Ampara-os com a verdade, prossigamos em nossa tarefa de amor...
     O apóstolo relanceou o olhar pelos circunstantes e, tão logo se viu a sós com eles, fêz-se arredio e casmurro, esperando-lhes a manifestação.
     Foi Eliúde, o joalheiro e mais velho dos quatro, que se ergueu e solicitou com modéstia:
     - Discípulo do Senhor, ouvimos a Nova Revelação e temos o espírito repleto de júbilo!...
     Compreendemos que o Messias Nazareno vem da parte do Todo-Poderoso arrancar-nos da sombra para a luz, da morte para a vida... Que instruções e bênçãos nos dás, oh! dileto companheiro das Boa Novas? Temos sede do reino de Deus que o Mestre anuncia!
     
     - Aclara-nos a inteligência, guia-nos o coração para os caminhos que devemos trilhar!...
     Simão, contudo, de olhar coruscante, qual se fora austero zelador de consciências alheias, brandiu violentamente o punho fechado sobre a mesa, e falou, ríspido:
     - Conheço-vos a todos, oh! víboras de Coramim!...
E, apontando o dedo em riste para Eliúde, aquele mesmo que tomara a iniciativa do entendimento, acusou-o, severamente:
- Que pretendes aqui, ladrão das viúvas e dos órfãos? Sei que ajuntaste imensa fortuna à custa de aflições alheias. Tuas pedras, teus colares, teus anéis!... que são eles senão as lágrimas cristalizadas de tuas vítimas? Como consegues pronunciar o nome de Deus?...
     
     Voltando-se para o segundo, na escala das idades, esbravejou:
     - Tu, Moabe? A que viestes? Ignoras, porventura, que não te desconheço a miséria moral? Como te encorajaste a vir até aqui, após extorquir os dois irmãos, de quem furtaste os bens deixados por teu pai? Esqueces de que um deles morreu consumido de penúria e de que o outro enlouqueceu por tua causa, sem qualquer recurso para a própria manutenção?
     Em seguida, dirigiu-se ao terceiro dos circunstantes:
     - Que buscas, Zacarias? Não te envergonhas de haver provocado a morte de Zorobatel, o sapateiro, comprando-lhe as dívidas e atormentando-o, através de execráveis cobranças, no só intuito de roubar-lhe a mulher? Já tens o fruto de tua caça. Aniquilaste um homem e tomaste-lhe a viúva... Que mais queres, infeliz?

     E, virando-se para o último, gritou:
     - Que te posso dizer, Ananias? Há muitos anos, sei que fazes o comércio da fome, exigindo que a hortaliça e o leite subam constantemente de preço, em louvor de tua cupidez... Jamais te incomodaste com as desventuradas crianças de teu bairro, que falecem na indigência, à espera de tua caridade, que nunca apareceu!...
     Simão alçou os braços para o teto, como quem se propunha irradiar a própria indignação, e rugiu:
- Súcia de ladrões, bando de malfeitores!... O Reino de Deus não é para vós!...
     Nesse justo momento, Jesus reentrou na sala, acompanhado de alguns amigos, e, entendendo o que se passava, contemplou, enternecidamente, os quatro publicanos arrasados de lágrimas, ao mesmo tempo que se abeirou do pescador amigo, indagando:
     
     - Pedro, que fizeste?
Simão, desapontado à frente daqueles olhos cuja linguagem muda tão bem conhecia, tentou justificar-se:
     - Senhor, tu disseste que eu deveria amparar estes homens com a verdade...
     - Sim, eu falei “amparar”, nunca te recomendaria aniquilar alguém com ela...
     Assim dizendo, Jesus aceitou o convite que Jeroboão lhe fazia para sentar-se à mesa e, sorrindo, insistiu com Eliúde, Moabe, Zacarias e Ananias para que lhe partilhassem a ceia.
     Organizou-se, para logo, bela reunião, na qual o verbo se mostrou reconfortante e enobrecido.

     Conversando, o Mestre exaltou a Divina Providência de tal modo e se referiu ao Reino de Deus com tanta beleza, que todos os comensais guardavam a impressão de viver no futuro, em prodigiosa comunhão de interesse e ideais.
     Quando os quatro publicanos se despediram, sentiam-se diferentes, transformados, felizes...
     Jesus e Simão retiraram-se igualmente e, quando se acharam sozinhos, passo a passo, ante as estrelas da noite calma, o rude pescador exprobrou o comportamento do Divino Amigo, formulando perguntas, através de longos arrazoados.

     Se era necessário demonstrar tanto carinho para com os maus, como estender auxílio aos bons? Se os homens errados mereciam tanto amor, que lhes competia fazer, a benefício dos homens retos?
     O Cristo escutou as objurgações em silêncio e, quando o aprendiz calou as derradeiras reclamações, respondeu numa frase breve:
     
     - Pedro, eu não vim à Terra para curar os sãos...

do livro - Estante da Vida - Irmão X - (psicografia de Francisco Cândido Xavier) 


quinta-feira, 24 de abril de 2014

48) Tipos De Casamentos (ótima explicação)


Tipos De Casamentos (ótima explicação)
CLASSIFICAÇAO DOS CASAMENTOS          

     Acidentais, Provacionais, Sacrificiais, Afins (afinidade superior) e  Transcendentes.

     Acidentais-Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea, sem qualquer ascendente espiritual.

     Provacionais-Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.

     Sacrificiais: Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimi-la.

     Afins: Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.

     Transcendentes: Almas engrandecidas no Bem e que se buscam para realizações imortais.
     
     Evidentemente, o matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido no mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.

     Em sua maioria, porém, os lares são cadinhos purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, vagarosamente, na direção do Mais Alto.

     Nos casamentos acidentais teremos aquelas pessoas que, defrontando-se um dia, se veem, se conhecem, se aproximam, surgindo, dai, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual.

     Funcionou, apenas, o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos cotidianamente o nosso destino.

     Num mundo como o nosso tais casamentos são comuns.

     Nem laços de simpatia, nem de desagrado.

    Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho, e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
     Esses casamentos podem determinar o inicio de futuros encontros, noutras reencarnações.

     Quanto aos provacionais, em que duas almas se reencontram em processo de reajustamento, necessário ao crescimento espiritual, esses são os mais frequentes.

     A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida, a esse alvo.

     Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias.

     Deus uniu-os, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.

     A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.

     O Espiritismo, pela soma de conhecimentos que espalha, tem sido meio eficiente para que muitos lares, construídos na base da provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem.

     O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias dívidas.

     Nenhum amigo espiritual modificará o curso das leis divinas, embora lhe seja possível estender os braços generosos aos que se curvam ante o peso de duras provas, entre as quatro silenciosas paredes de um lar.

     O espírita esclarecido, homem ou mulher, aprende a renunciar, a benefício de sua paz e do seu reajuste.

     E o faz, ainda, porque tem a inabalável certeza de que, se fugir hoje ao resgate, voltará, amanhã, na companhia daquele ou daquela de quem procura, agora, afastar-se.

     A humildade, especialmente, tem um poder extraordinário de harmonização dos lares, convertendo-os, dentro da relatividade que assinala todas as manifestações da vida humana, em legítimos santuários onde o destino dos filhos possa plasmar-se nas exemplificações edificantes.

     Os casamentos sacrificiais:

     Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos.

     É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional.

     Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges.

     Não há regra para isso. Temos visto senhoras delicadíssimas, ternas e virtuosas, que se casam com homens ásperos e grosseiros, de sentimentos abjetos, do mesmo modo que existem homens, que são verdadeiras joias de bondade e compreensão, consorciados com mulheres de sentimentos inferiorizados.

     Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição.

     Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.

     É o vanguardeiro, compassivo, que renuncia aos júbilos cabíveis ao vencedor, e retorna à retaguarda de sofrimento para ajudar e servir.

     O casamento sacrificial é em resumo, aquele em que um dos cônjuges  se caracteriza pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária. O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.

     Assim sendo, a mulher ou o homem que escolhe companhia menos elevada deve (levar a cruz ao calvário), como se diz geralmente, porque, sem dúvida, se comprometeu na Espiritualidade a ser o cirineu de todas as horas.

     O recuo, no caso, seria deserção a compromisso assumido.

     Mais uma vez se evidencia o valor do Evangelho nos lares, como em toda parte, funcionando à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.

     Os casamentos denominados afins, no sentido superior, são os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam.

     São espíritos que, pelo matrimônio, no doce reduto do lar consolidam velhos laços de afeição.

     Os casamentos transcendentes.

     São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno e que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral.

     A vida desses casais encerra uma finalidade superior.

     O ideal do Bem lhes enche as horas e os minutos.

     Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo for o caso, por toda essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior.

     Enquanto não atingirmos tal situação, o Senhor, pelo seu Evangelho, irá enchendo de paz a nossa vida. E o espiritismo, abençoada Doutrina, repletará os nossos dias das mais sacrossantas esperanças…

     do livro: ESTUDANDO A MEDUINIDADE – MARTINS PERALVA

Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/accao-do-dia/tipos-de-casamentos/#ixzz2zqeQH3gm


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